Crítico ferrenho à CRND – Câmara Nacional de Resolução de Disputas -, órgão criado pela CBF para resolver conflitos entre federações e clubes, o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch concedeu uma entrevista exclusiva ao portal ‘UOL Esporte’ e rasgou o verbo sobre algumas equipes do país. O dirigente, inclusive, também atacou o citado órgão da Confederação Brasileira de Futebol.
De acordo com o profissional, a CNRD deveria coibir a inadimplência dos clubes, mas não é o que está sendo visto no futebol nacional em 2025. Atualmente, três clubes da Série A devem altos valores ao Dourado: Corinthians (o montante gira em torno de R$ 14 milhões, por conta de Raniele), Atlético-MG (cerca de R$ 4 milhões, pela contratação de Deyverson) e Santos (aproximadamente R$ 11 milhões, por Joaquim).
Clubes da Série A devem quase R$ 40 milhões ao Cuiabá, rebaixado em 2024
“Quem dá o calote são os clubes. Quem realmente planeja e não cumpre são os clubes, que estão comprando os jogadores e não estão pagando. Para piorar, eles continuam fazendo investimentos muito maiores do que essas dívidas, sem pagar o que já deveriam ter pago. E aí a CNRD […] deveria ter um papel de coibir essa inadimplência, de tentar diminuir isso”, iniciou o presidente do Dourado, Cristiano Dresch, ao UOL.
O dirigente também abordou o polêmico tema do ‘Fair Play Financeiro’, que está sendo amplamente debatido no futebol brasileiro. Para ele, o país já possui um órgão que fiscaliza isso, mas que está tomando ‘algumas atitudes que incentiva o calote’ por parte de alguns clubes nacionais. Cristiano até citou o Santos como exemplo disso, mas a bronca do presidente é mesmo com o Corinthians.
“Por exemplo, a atitude que incentiva o calote. Você procura um parcelamento, que nem o Santos teve aprovado no ano passado, que ele está pagando as dívidas dele que estavam na CNRD com prazo de seis anos, sem juros, só com a correção da inflação. E aí o que que acontece? Você pega um clube desse que deveria estar tendo uma responsabilidade financeira. E ele estava rebaixado na Série B e agora que voltou para a Série A e está fazendo contratações muito acima do que o orçamento dele permite”, acrescentou.